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A Fronteira Final

Carla Luisa Marin

Capa Letras #52. Capa de Daniel Werneck

Em certa medida, a ideia de fronteiras sempre me incomodou. Ela evoca, é quase inevitável, a existência de limites – e esses tendem mais a me aborrecer do que agradar. Pois bem, ainda assim, o tema sugerido aos colaboradores dessa edição do Letras é justamente Fronteiras, inspirado um pouco, talvez, pelo incômodo que elas a princípio despertam. Provocação mesmo. Então eu esperava receber artigos na linha “fronteiras existem para serem transpostas, regras existem para serem quebradas” ou algo do gênero.
Uma das grandes oportunidades que o Letras me traz como editora é, no entanto, a periódica surpresa de ver como nossos editores colaboradores reagem aos temas propostos a cada número. É sugestão, não uma ordem – e por isso o tal tema não é necessariamente a tônica de todos os textos. Mas ele acaba de certa forma aparecendo aqui e lá.
Como sempre, nossos colaboradores ampliam o assunto! O que o Letras traz nessa edição passeia bastante pelas fronteiras e sua transposição, sim – mas também por “outras formas de ver”. Pela fronteira como o ponto de encontro; em vez de apenas transpor, integrar, e perceber algo novo. Grata resposta, bela resposta. Em tempos de conflitos acirrados que nem sempre valem a pena, um espírito mais aberto sempre cai bem.
A reveladora consciência de que nem sempre precisa ser claro onde algo começa ou termina – essa sim uma deliciosa provocação – é o que entregamos a você, amigo leitor, nesse Letras 52.
Transpondo fronteiras ou descobrindo encontros nelas, divirta-se, questione, surpreenda-se você também!
Boa leitura!
Acesse a versão completa do Letras #52.

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